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AFETO: EFICAZ FERRAMENTA PARA UMA FAMÍLIA FELIZ “A sua mão esquerda esteja debaixo de minha cabeça, e a direita me abrace” (Cantares 2.6) Este final de semana chegou as minhas mãos um filme chamado: Tomates verdes fritos, onde uma senhora de meia idade procura salvar seu casamento. Um dia ela prepara para seu marido um jantar romântico, fica toda bonita, mas ele ao entrar em casa, mal olha para ela, pega seu prato, senta-se no sofá em frente à televisão, ansioso por saber as últimas notícias de todos os esportes, come sua refeição, ignorando completamente o carinho e a presença de sua esposa. Nesta cena mostra-se o que ameaça aquele casamento e não era um caso extraconjugal, nem problemas financeiros, doenças, ou filhos rebeldes, mas sim um inimigo muito sutil e altamente destrutivo, a indiferença, uma arma diabólica que tem como função esfriar e tornar desinteressante os relacionamentos.
Não estou dizendo que os homens não têm direito de descansar quando chegam do trabalho, e nem estou ignorando o fato de termos dias difíceis, em que até é saudável ficarmos sozinhos para nos aquietarmos, mas quando isto não é um fato ocasional, e sim um hábito, é sinal de que o lar pode ser arruinado.
É muito triste notar que algumas mulheres não respeitam seus esposos, e os humilham, criticam, desmoralizam na frente dos familiares, dos filhos, atacando diretamente sua auto-estima com palavras como: Você é muito acomodado, Você não sabe educar nossos filhos, Até hoje você nunca conseguiu uma promoção no emprego, acho que nunca vai conseguir.
Quando os filhos crescem suas necessidades mudam e passam a buscar os pais para conversarem sobre seus dilemas ou simplesmente bater um papo, mas os pais estão muito ocupados para isso. É muito fria e insatisfatória uma relação onde os pais apenas suprem as necessidades físicas e culturais de seus filhos, cobrando dos filhos boas notas, bom comportamento, mas não há demonstração de afeto, de interesse real pela alegria dos filhos. Volte-se para seu conjugue e filhos, pare de dar-lhe suas costas, ofereça seus abraços. Rejeite a frieza, o desinteresse, o sentimento de desprezo pelos seus. Tenha prazer em ouvi-los, em encorajá-los. Provoque neles um sorriso. Se isto parece difícil para você colocar em prática, ore a Deus, peça a Ele ajuda, a cura de seus sentimentos e comece a trabalhar para cultivar o afeto em seu lar, é preciso demonstrar o quanto valorizamos e gostamos da nossa família. As atitudes cordiais, amáveis, compassivas devem ser nosso hábito diário no trato com nosso conjugue e filhos, e com certeza colheremos os frutos de uma família abençoada e feliz.
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